Como funciona um consórcio

in Decisões financeiras importantes by Fabio Faria



Consórcios são grupos de pessoas ou empresas que possuem interesse comum na aquisição de um bem específico. Existe uma contribuição mensal definida em contrato e, mensalmente, 1 pessoa pode ser contemplada com o bem em questão, tanto por lance ou por sorteio. Os consórcios possuem ainda uma taxa de administração que costuma ser baixa se comparada a outras modalidades de investimentos, mas isso não garante que o consórcio seja a melhor forma de investir seu dinheiro.

Os consórcios são uma invenção brasileira que já foi levada a outros países, e hoje em dia vão além da aquisição de automóveis. Existem consórcios imobiliários e até de cirurgia plástica.

Em geral, consórcios são uma opção interessante para pessoas que não precisam do bem imediatamente, devido ao risco que existe de receber o prêmio a qualquer momento, desde a primeira parcela ou até o final do plano. E a conveniência do consórcio varia conforme a sorte do participante. Vamos analisar casos extremos para entender os riscos e vantagens do consórcio, comparando com a poupança programada e com o financiamento, outras opções bastante populares.

Na poupança programada, aplica-se um valor mensalmente até que o saldo acumulado atinja o valor do bem desejado. Neste caso, juros compostos jogam a seu favor, mas o bem só fica disponível ao final do período. Por outro lado, o valor total pago é menor que o valor do bem à vista, pois o saldo final da aplicação é composto pelos pagamentos mas também pelos rendimentos da aplicação.

O financiamento é quase a situação contrária. Recebe-se o dinheiro imediatamente, o bem é adquirido imediatamente, e os pagamentos mensais são usados para quitar a dívida. Neste caso, os juros compostos jogam contra você e o valor total pago é consideravelmente maior que o valor do bem à vista.

No consórcio, se o participante for sorteado ou ganhar um lance logo no início, tem-se algo parecido com um financiamento a juros baixíssimos, pois o bem fica rapidamente disponível e o pagamento é feito depois.

Por outro lado, se o participante for dos últimos a serem contemplados, a situação se assemelha muito à poupança programada a juros zero, ou seja, péssimo investimento, pior que guardar dinheiro embaixo do colchão, pois ainda existem as taxas de administração.

Em resumo, o consórcio é um investimento de risco alto, mas com ganhos ou perdas limitados pelas situações descritas acima. A maior vantagem do consórcio é a pouca burocracia, interessante para quem tem dificuldade de obter um financiamento, e quer ter a chance (risco) de ter o bem mais rápido do que se guardasse o dinheiro por conta própria.

A contrapartida da pouca burocracia é o risco de inadimplência dos participantes, que pode levar a dores de cabeça e aumento inesperado das prestações. Outra desvantagem ocorre em caso de desistência. Na maior parte das vezes, a recuperação do dinheiro investido acontece apenas no final do plano, e apenas com a correção aplicada às mensalidades.

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